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Desafios da Vida Adulta

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A vida começa confusa, não sabemos direito quem somos, pra onde vamos e quem são as pessoas que certamente irão nos acompanhar durante boa parte da nossa jornada. Aos poucos as coisas começam a fazer mais sentido, você se encontra no meio em que vive, vai pra escola durante anos, faz amigos e está super acostumado com a rotina de ser você. A escola acaba, começa outro grande conflito, qual caminho devo seguir? qual profissão escolher? – você escolhe, e torce pra que dê tudo certo.

Não foi diferente comigo, eu escolhi a minha profissão logo que saí do ensino médio, passaram-se algumas opções na minha mente, mas confesso que não poderia ter escolhido algo melhor. Publicidade é atualmente a minha alma, não me vejo trabalhando com nada muito diferente disso. E me considero sortuda por ter estudado algo que me identifico tanto, mas devo admitir, foi sorte. Eu quase estudei História, Jornalismo e pensei até em psicologia. A comunicação é algo muito forte em mim, sou muito expressiva, muito sensível e preciso me expressar.

Desde quando escolhi ser publicitária passaram-se alguns anos (quase 9 pra ser mais exata) e desde sempre quis trabalhar na minha área, meus estágios sempre me geraram contratação, eu gostava de ficar muito além das 6 horas estipuladas e queria aprender tudo que eu pudesse trabalhando. A faculdade foi muito importante, li muitas coisas, passei por algumas matérias que certamente não teria oportunidade de aprender no trabalho, e realmente foi muito bom aprender todas as coisas que me passaram ali. Foi um tempo de muita correria, eu passava o dia nos estágio, pra faculdade a noite e por muitas noites chegava e ainda ia fazer trabalhos/estudar. Acho que é a fase da minha vida que mais me orgulhei de mim, era muito sozinha, mas muito dedicada, eu sabia muito bem onde queria ir com aquilo e fui até me formar.

Hoje tenho certo orgulho de trabalhar com que trabalho, sou atendimento desde que comecei a minha carreira e como sempre digo, eu não escolhi ser atendimento, a profissão é que me escolheu. Eu tenho perfil de agradar as pessoas, de tentar entregar o melhor de mim, não só com os clientes mas principalmente com os criativos. Obedeço quem paga a conta, e tenho prazer enorme em entregar aquilo que se pede. Ainda tenho muita coisa pra aprender,  entender a cabeça humana de fato é algo bem complexo, mas graças a Deus tenho ido bem nessa parte. Só peco ainda em ser muito sensível,  mas sei lá, tenho aprendido me respeitar, sem cobrar que eu seja perfeita. Entendo principalmente que antes de qualquer coisa , sou humana e não um robô. Acho que cada vez mais as empresas devem ter essa consciência, pra mim quando mais agradável o local de trabalho for, mais vontade de ficar lá eu terei. Trabalhar é muito bom, muito gostoso, ver o resultado das coisas que você faz é um prazer inenarrável, muitas vezes digo que é melhor que o salário. E é mesmo. Espero que cada vez mais eu encontre lugares humanos, onde eu possa compartilhar experiências profissionais e pessoais, onde eu possa crescer sendo eu mesma. E estou escrevendo isso como uma carta pro futuro, pra caso um dia me sinta 100% realizada em algum lugar (acho meio impossível, but i keep trying).

Senhor tempo.

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Muito tempo se passou desde a última vez que consegui deixar alguma coisa aqui. E muita coisa aconteceu comigo nesse período.

O maior objetivo do meu blog sempre foi poder acumular experiências e sentimentos, poder me acompanhar, minhas fases, crescimento, dores, amores, e nesse tempo aconteceu muita coisa que não consegui registrar aqui.

Ando sofrendo muito pelo meu excesso de sentimentalismo, ou talvez sempre tenha sofrido demais. Me pergunto se sou normal, se sentir tanto é normal, se meus lados exagerados são normais. Sinto que nasci pro amor, pra amar, pra ajudar, pra ser doce, mesmo que por vezes tenha também meus momentos de fúria, que são seguidos de arrependimento e milhares de pedidos de desculpa. Por sentir demais me dói saber que posso ter machucado alguém. Mesmo sabendo que é inevitável, a dor é inevitável e o erro é uma condição humana. A missão de agradar a todos há uns anos descobri que não é possível, e tem realmente me bastado fazer, mesmo que meia dúzia de pessoas, felizes. A vida é tão dura, é tão cheia de sofrimentos, porque as pessoas também não podem se dedicar também a melhorar a vida do próximo?

Sei lá, tenho buscado em Deus essas respostas,  vejo que  estou vazia, não tenho conteúdo para sanar minhas dúvidas.

Já estou com 26 mil anos, me sentindo a mesma Thalitinha que foi deixada na casa da avó. Sinto que nada mudou, sou eu e meus milhares de sentimentos contra o mundo. Sinto muito, em todos os aspectos, e sentir dói e ao mesmo tempo é maravilhoso. Talvez eu tenha que agradecer a Deus, agradecer o fato de poder ser assim, totalmente diferente da maioria das pessoas.

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